27/07/2010
ainda aquela má fase.
2 horas de papo, entre mensagens e ligação de celular. 2 horas a menos de sono. Ela dizendo que sou engraçado e a faço rir. Eu dizendo que ela é linda. Ela dizendo que não quer que eu mande mais mensagens nem ligue, pois precisa ficar longe de mim, ao menos por enquanto. Eu dizendo que tudo bem. Mas “devemos temer o que pedimos, pois podemos acabar conseguindo”.
22/07/2010
2.3
Melhor se passar batido. Sem muitos parabéns, sem presentes, sem a presenças de pessoas importantes para mim, sem festa, sem auê, sem nada. Eu quero assim, só mais um ano a se completar. E seguimos em frente.
20/07/2010
bela perdida
ela caiu no meu colo
mas nunca pegou
na minha mão
tolice aventar
que houve intenção?
("ela tem boa mira",
disse outra
com inveja nos olhos
mas mesmo assim.)
...
mas nunca pegou
na minha mão
tolice aventar
que houve intenção?
("ela tem boa mira",
disse outra
com inveja nos olhos
mas mesmo assim.)
...
18/07/2010
Arriba.
Então ela, mi pequenã, com mãos fuertes, abraçou-me e me deu um beijo ao vento, daqueles de road-movie e com seu lindo cachecol negro limpou minhas lágrimas para enfim seguimos. Seguimos, pois a vida tem que continuar...
Arriba comancherossssss!
Arriba comancherossssss!
O Gari e a Bailarina (Micro-Romance em Três Atos)
ATO I
A Bailarina
- Sobre como a noite pode ser longa e dolorosa.
Postou-se frente ao espelho, abriu a bolsa e retocou sua maquiagem tão rapidamente que nem mesmo suas amigas perceberam quando ela abriu as portas do banheiro e atirou-se para a pista de dança. Dançava freneticamente e tamanha era sua felicidade que sorria para todos os rapazes a sua volta ostentando sempre em sua mão uma dose de sabe-se-la-o-que. Seus olhos grandes e ávidos não escondiam seu coração deverás ansioso e que há tempos procurava companhia para suas tardes tão vazias. Ela queria mais do que a rotina dos seus dias lhe proporcionava, queria uma nova aventura, um novo amor.
Quando avistou um jovem sorridente próximo à fila do bar pensou ser aquele o homem que salvaria os seus dias. Assim sendo, encarou-o fixamente, abaixou a cabeça, mexeu o gelo com os dedos, deixou o cabelo deitar-se sobre os ombros, espiou novamente, sorriu e em seguida cai em prantos. O jovem provavelmente notará todas as suas insinuações, porem apenas limitou-se a pagar sua conta e seguir o seu destino. Foi e deixou-a assim, perdida em seu ritual autopunitivo. Cansada e sentindo o chão se abrir sob seus pés, ela decretou ali o fim da sua noite, tirou os sapatos, pediu outra dose de sabe-se-la-o-que e ganhou a rua sem destino...
ATO II
O Gari
- Sobre como a vida nos prega peças a cada esquina.
Era um sobrado velho e chamava a atenção de quem passasse à sua frente devido a sua cor nada convencional para uma metrópole, um verde-limão reluzente e que parecia brilhar mesmo quando a noite vinha. Ali, o silêncio da noite foi quebrado apenas quando o rádio relógio próximo à cabeceira da cama despertou exatamente as 04 AM.
Ele rolou de lado a lado de sua cama por várias vezes, custava a acreditar que enfim a hora de levantar-se chegará. Saiu da cama e espiou pela janela do quarto, percebeu que a festa que acontecia perto dali ainda estava abarrotada e não demonstrava nenhum sinal de que seria breve o seu fim, pensou consigo mesmo antes acender as luzes: “irresponsáveis, divirtam-se, pois eu vou para o trabalho”.
Seguiu o mesmo ritual de todos os dias nos últimos cinco anos, cama, banheiro, cozinha, jornal e o adeus para seu único amigo, o gato que nessa altura já roçava irritantemente seus pés a procura de carinho. Trancou a porta e seguiu para sua sina, não que odiasse o trabalho, estava apenas cansado. Ele queria mais do que a rotina dos seus dias lhe proporcionava, queria uma nova aventura, um novo amor.
ATO III
O Destino
- Sobre a poesia, o amor e dois corações apaixonados.
Girou, pulou da rua para a calçada, equilibrou-se na sarjeta, atirou as vassouras para o alto, fechou os olhos, sentiu o vento fresco da noite, girou, sorriu para si mesmo e parou atordoado quando cruzou seu caminho a mulher mais linda que já havia conhecido em toda a sua vida. Não que ele fosse assim tão velho e nem que tenha conhecido milhões de mulheres, mas essa era mesmo a mais bela entre todas.
Quem o visse ali, imóvel e fitando a nobre dama cairia em infindas gargalhadas devido a sua face abobalhada perante aquela situação. Mas ela não, ao avistá-lo, apenas sorriu com o coração e deixou uma breve lágrima rolar de seus olhos, ela enfim perceberá que sua alma se aquietará e uma outra lágrima então rolou.
Ele caminhou em sua direção e ela sentiu aquele frio na barriga que cessou apenas quando ele, tomando-a pelos braços, lhe beijou como em um road-movie qualquer. Foi assim que pela primeira vez em sua vida ela pode tocar o céu e viajar por entre os sonhos, foi nesta noite também que ela descobriu que a lua é coberta de cristais caramelados que se transformam em palavras nas mãos dos poetas. Juntos pelo resto da noite os dois dançaram a valsa do destino sob reluzentes estrelas e era tanto o amor ali presente que até mesmo o sol resolveu sair de sua morada mais cedo e assim assistir tão bela cena.
Daquele dia em diante toda a vez que o radio relógio desperta na madrugada, eles se beijam e entrelaçam os pés sob o cobertor. Ele, feliz como um rei. Ela, sem sentir aquele vazio no peito, agora ela sente apenas...
...uma cosquinha gostosa na sola dos pés.
FIM.
A Bailarina
- Sobre como a noite pode ser longa e dolorosa.
Postou-se frente ao espelho, abriu a bolsa e retocou sua maquiagem tão rapidamente que nem mesmo suas amigas perceberam quando ela abriu as portas do banheiro e atirou-se para a pista de dança. Dançava freneticamente e tamanha era sua felicidade que sorria para todos os rapazes a sua volta ostentando sempre em sua mão uma dose de sabe-se-la-o-que. Seus olhos grandes e ávidos não escondiam seu coração deverás ansioso e que há tempos procurava companhia para suas tardes tão vazias. Ela queria mais do que a rotina dos seus dias lhe proporcionava, queria uma nova aventura, um novo amor.
Quando avistou um jovem sorridente próximo à fila do bar pensou ser aquele o homem que salvaria os seus dias. Assim sendo, encarou-o fixamente, abaixou a cabeça, mexeu o gelo com os dedos, deixou o cabelo deitar-se sobre os ombros, espiou novamente, sorriu e em seguida cai em prantos. O jovem provavelmente notará todas as suas insinuações, porem apenas limitou-se a pagar sua conta e seguir o seu destino. Foi e deixou-a assim, perdida em seu ritual autopunitivo. Cansada e sentindo o chão se abrir sob seus pés, ela decretou ali o fim da sua noite, tirou os sapatos, pediu outra dose de sabe-se-la-o-que e ganhou a rua sem destino...
ATO II
O Gari
- Sobre como a vida nos prega peças a cada esquina.
Era um sobrado velho e chamava a atenção de quem passasse à sua frente devido a sua cor nada convencional para uma metrópole, um verde-limão reluzente e que parecia brilhar mesmo quando a noite vinha. Ali, o silêncio da noite foi quebrado apenas quando o rádio relógio próximo à cabeceira da cama despertou exatamente as 04 AM.
Ele rolou de lado a lado de sua cama por várias vezes, custava a acreditar que enfim a hora de levantar-se chegará. Saiu da cama e espiou pela janela do quarto, percebeu que a festa que acontecia perto dali ainda estava abarrotada e não demonstrava nenhum sinal de que seria breve o seu fim, pensou consigo mesmo antes acender as luzes: “irresponsáveis, divirtam-se, pois eu vou para o trabalho”.
Seguiu o mesmo ritual de todos os dias nos últimos cinco anos, cama, banheiro, cozinha, jornal e o adeus para seu único amigo, o gato que nessa altura já roçava irritantemente seus pés a procura de carinho. Trancou a porta e seguiu para sua sina, não que odiasse o trabalho, estava apenas cansado. Ele queria mais do que a rotina dos seus dias lhe proporcionava, queria uma nova aventura, um novo amor.
ATO III
O Destino
- Sobre a poesia, o amor e dois corações apaixonados.
Girou, pulou da rua para a calçada, equilibrou-se na sarjeta, atirou as vassouras para o alto, fechou os olhos, sentiu o vento fresco da noite, girou, sorriu para si mesmo e parou atordoado quando cruzou seu caminho a mulher mais linda que já havia conhecido em toda a sua vida. Não que ele fosse assim tão velho e nem que tenha conhecido milhões de mulheres, mas essa era mesmo a mais bela entre todas.
Quem o visse ali, imóvel e fitando a nobre dama cairia em infindas gargalhadas devido a sua face abobalhada perante aquela situação. Mas ela não, ao avistá-lo, apenas sorriu com o coração e deixou uma breve lágrima rolar de seus olhos, ela enfim perceberá que sua alma se aquietará e uma outra lágrima então rolou.
Ele caminhou em sua direção e ela sentiu aquele frio na barriga que cessou apenas quando ele, tomando-a pelos braços, lhe beijou como em um road-movie qualquer. Foi assim que pela primeira vez em sua vida ela pode tocar o céu e viajar por entre os sonhos, foi nesta noite também que ela descobriu que a lua é coberta de cristais caramelados que se transformam em palavras nas mãos dos poetas. Juntos pelo resto da noite os dois dançaram a valsa do destino sob reluzentes estrelas e era tanto o amor ali presente que até mesmo o sol resolveu sair de sua morada mais cedo e assim assistir tão bela cena.
Daquele dia em diante toda a vez que o radio relógio desperta na madrugada, eles se beijam e entrelaçam os pés sob o cobertor. Ele, feliz como um rei. Ela, sem sentir aquele vazio no peito, agora ela sente apenas...
...uma cosquinha gostosa na sola dos pés.
FIM.
17/07/2010
van das 6
não posso ficar / nem mais um minuto com você
sinto muito, amor / mas não pode ser
fiz hora pra esperar você sair
dei voltas à toa
tomei suco e café
escovei os dentes
pensando em te beijar
esperei o mais que pude
o mais que se pode
esperar
mas você não saiu
você não veio
você não estava lá
sinto muito, amor / mas não pode ser
fiz hora pra esperar você sair
dei voltas à toa
tomei suco e café
escovei os dentes
pensando em te beijar
esperei o mais que pude
o mais que se pode
esperar
mas você não saiu
você não veio
você não estava lá
Assinar:
Postagens (Atom)

