06/01/2009

de volta à cidade perdida, dos doces sutis, dos nobres decadentes e de uma forma de bichogrilismo resistente ao tempo, que ronda pelas esquinas. quando você menos espera, algum amigo de dez anos atrás dobra a esquina e reaparece com a mesma cara (e roupa) de dez anos atrás. o que pode ser confortante e preocupante ao mesmo tempo.
mas os silêncios são outros, o céu é mais largo, as cervejas duram mais. os livros se deixam ler de outra forma, o branco da página não parece o mesmo, há como que uma função sharpen no mundo. você está em outro lugar, isso é claro. se come muita carne, o pão é inacreditável, se sai muito tarde e as ruas te confortam um tanto quando você volta para casa. não é pouco.

04/01/2009

"Caí em meu patético período de desligamento. Muitas vezes, diante de seres humanos bons e maus igualmente, meus sentidos simplesmente se desligavam, se cansam, eu desisto. Sou educado. Balanço a cabeça. Finjo entender, porque não quero magoar ninguém. Este é o único ponto fraco que tem me levado à maioria das encrencas. Tentando ser bom com os outros, muitas vezes tenho a alma reduzida a uma espécie de pasta espiritual.
Deixa pra lá. Meu cérebro se tranca. Eu escuto. Eu respondo. E eles são broncos demais para perceber que não estou mais ali."
(Hollywood)

03/01/2009

você quer ver o meu fim
não diz que sim
também não diz que não.