as vezes me transformo eu algo que eu não sou, mas me lembro bem porque já fui. E num surto, por um minuto ou um pouco mais, volto a ser quem eu condeno e me enveneno de ira e histeria.
Exercito a paciência, procurando meu equilíbrio, cortejo minha demência. Esse meu temperamento arredio não combina mais comigo. Evitar está sendo cada vez mais difícil. Há uma certa constância nesse tormento. Algo em mim, aqui, lá dentro, estranhamente, tema em resgatar sem confiança o mais podre da minha essência.

